Nossos produtos

A grande maioria das usinas de etanol de milho no mundo são instalações de moagem seca, as quais utilizam amido de milho para produzir etanol e coprodutos altamente nutritivos utilizados para alimentação animal, os chamados DDGS (Dried Distillers Grains with Solubles). Os Estados Unidos, que foram pioneiros na utilização de DDGS produzem anualmente 44,2 milhões de toneladas de DDGS para o mercado doméstico e internacional. A inclusão do DDGS nas rações animais tem a sua eficiência comprovada durante a utilização nos últimos 20 anos no mercado agrícola global.
A FS Bioenergia na planta de etanol de milho em Lucas do Rio Verde utilizará a Tecnologia de Separação de Fibras, ou FST (Fiber Separation Technology). A FST é uma plataforma tecnológica de valor agregado que remove a fibra durante o processo de produção do etanol de milho, melhorando o rendimento e a eficiência para cada galão de etanol produzido e criando opções para coprodutos chamados de FS Ouro, FS Úmido e FS Essential. Os coprodutos resultantes são ricos em nutrientes essenciais (proteína, gordura, minerais e vitaminas) concentrados em um fator de três em comparação com o milho. A linha de coprodutos da FS Bioenergia economiza os recursos do produtor ao suplementar as exigentes nutricionais necessárias dos animais e aumentar os desempenhos de ingestão dos alimentos.



O Ouro é uma excelente fonte de energia e proteína para bovinos de corte em todas as fases de produção. Este coproduto de milho é uma fonte de energia de fibra maior do que o DDGS tradicional de milho. Fornece vantagem de um risco reduzido de acidose no rúmen quando aplicada em altos níveis (20 a 30%) na ingestão total de ração seca em comparação com o milho seco laminado. O Ouro pode reduzir o custo de ração ao oferecer suporte para um crescimento ideal em todas fases do animal, melhorando o desempenho da qualidade de carcaça e da carne produzida. O Ouro também pode ser utilizado como um suplemento de energia e proteína para vacas e incluído na mistura de grãos na ração inicial de bezerros



Diversos estudos e pesquisas têm demonstrado que o DDGS de milho convencional, com alta taxa de óleo (>10% de gordura bruta), pode ser adicionado em dietas de vacas leiteiras lactantes em até 20% da ingestão de ração seca com a adequada quantidade de forragem. A inclusão do DDG de milho na dieta das vacas leiteiras não afeta a quantidade de consumo dos alimentos, a produção de leite ou a porcentagem de gordura do leite e de proteínas. A fibra natural do milho que está presente no DDGS é altamente fermentável no rúmen fornecendo uma quantidade significativa de energia líquida, além de oferecer uma fonte de “fibra efetiva” em dietas de vacas leiteiras. Além disso, a utilização do coproduto Ouro, com maior teor de fibra e menor teor de óleo, permite a inclusão de taxas maiores na dieta (20 a 30%) de vacas leiteiras lactantes. Dado a redução do risco do aumento da gordura no leite em comparação com dietas contendo DDGS convencional com alta taxa de óleo. Portanto, o Ouro é uma excelente fonte de energia e de fibra em dietas de vacas leiteiras lactantes.



O Ouro contém 44% de FDN - Fibra em Detergente Neutro (base de matéria seca) em comparação com o DDGS convencional, que contém 35% de FDN, permanecendo com o conteúdo semelhante de gorduras totais (6-9%). Os estudos têm mostrando que dietas com inclusão 50% de DDGS na alimentação nas matrizes de suínos no período de gestação tende a aumentar o tamanho das ninhadas durante a segunda paridade anual. Diversos outros estudos realizados mostraram que em dietas ricas em fibras, feno de alfafa e palha de trigo, para suínos gestantes ocasionou o aumento do tamanho das ninhadas no nascimento. A fibra de milho é essencialmente insolúvel, sendo similar à palha de trigo. O alto conteúdo de fibra e o baixo conteúdo estimado de Energia Metabolizável (EM) do Ouro, em comparação com o milho e o DDGS convencional, sugerem que o produto terá o melhor resultado e a melhor aplicação de alimentação na dieta de suínos gestantes e lactantes. Dietas com alta taxa de fibras para suínos gestantes também ajudam a controlar o excesso de peso durante a gravidez para alcançar as condições de corpo desejadas na parição, promovendo maior saciedade sob condições restritas de alimentação durante a gestação.



Perguntas e respostas


Pequenas quantidades de Virginiamicina e/ ou Penicilina podem ser adicionas aos fermentadores durante o processo de produção do etanol e coprodutos do milho. A adição dos antibióticos tem o intuito de controlar infecções bacterianas que eventualmente ocorrem, reduzindo a produção de etanol e dos valores nutricionais dos coprodutos. Uma pesquisa recente em 48 plantas de etanol nos Estados Unidos, com tecnologia e práticas de produção semelhantes às da FS Bioenergia, mostrou que apenas uma amostra apresentava concentrações detectáveis de Penicilina. E duas amostras apresentaram concentrações detectáveis de Virginiamicina, com concentrações (< 0,6 ppm) inferiores ao limite de 1 ppm que é geralmente reconhecido como seguro pela FDA dos Estados Unidos. Nenhuma dessas amostras apresentou atividade biológica. Portanto, mesmo que antibióticos sejam utilizados na produção de etanol, os coprodutos da FS Bioenergia são seguros para alimentar animais com base nos regulamentos governamentais dos Estados Unidos e do Brasil.
Não. Porque cada produto é formado por seu “pacote de nutriente” presente em diversas proporções e quantidades. Os três nutrientes mais caros em rações animais são energia, aminoácidos e fósforo. Dependendo dos preços relativos dos ingredientes, os coprodutos da FS substituem parcialmente algumas das fontes de energia, aminoácidos e fósforo em dietas comerciais dos animais. Em dietas típicas de milho e soja, os coprodutos da FS podem substituir parcialmente alguns dos suplementos de milho, farelo de soja e fósforo inorgânico, e a quantidade substituída depende do preço, dos métodos utilizados para a formulação da dieta e das espécies de animais que são alimentadas com estes coprodutos.
- Contêm um valor maior de energia metabolizável, porém, O DDGS contém um teor inferior de proteína e de aminoácidos digestíveis (o Ouro contém cerca de 20% de proteína bruta, enquanto que o Essential contém 43% de proteína bruta) em comparação com o farelo de soja que contém entre 44-48% de proteína bruta.
- Os coprodutos da FS possuem quase o mesmo conteúdo total de fósforo encontrado no farelo de soja, mas é muito mais digestível do que o fósforo que farelo de soja e milho. Isso ocorre porque a forma química indigesta do fósforo (fitato) em milho é convertida em um fosfato altamente digestível durante o processo de fermentação para produzir etanol e coprodutos.
Isso resulta em uma significativa vantagem nutricional e em redução de custos para o uso de coprodutos da FS na alimentação animal já que os nutricionistas podem reduzir a quantidade necessária de suplementação de fósforo inorgânico na dieta para atender às necessidades de fósforo digestível dos animais. Além de reduzir o custo da dieta e o teor de fósforo no estrume oferece suporte a um desempenho ideal do consumo de ração para suínos e aves.
Sim. Diversos estudos realizados nos últimos anos mostram que a pigmentação da gema do ovo e da pele de aves melhora drasticamente quando os produtos de etanol de milho são adicionados à dieta. Atualmente, existem dados limitados sobre o conteúdo de xantofila no Essential, porém, a amostragem inicial indica que pode variar de 20 a 40 ppm. Embora o nível de concentração de xantofila seja significativamente menor do que o nível encontrado no farelo de glúten de milho (de 180 a 200 ppm), ele ainda contribui para uma quantidade significativa de pigmento na dieta de aves e, como resultado, menos pigmentos sintéticos precisam ser adicionados à dieta para alcançar a pigmentação desejada na gema do ovo e na pele. Isso pode representar uma economia significativa no custo da dieta.
O teor de umidade no Ouro e no Essential geralmente fica entre 10-13%. Além disso, existe um risco mínimo de deterioração durante o transporte e o armazenamento na fazenda ou fabrica, caso tenha um vazamento de água nas instalações. O Ouro e o Essential podem ser armazenados em bags para serem misturados com as quantidades adequadas de fibras. No entanto, uma vez que o bag não é hermético pode ocorrer a compressão do DDGS. Quando misturados corretamente, o Ouro e o Essential têm boa fluidez em armazenamento, linhas de alimentação e alimentadores.
Não necessariamente. Atualmente, não existem sistemas de classificação que definem e regulam os padrões de qualidade de coprodutos de etanol de milho como os que existem para milho e outros grãos. A cor dos ingredientes de ração historicamente têm sido utilizadas como um indicador subjetivo da quantidade de danos causados por calor e, consequentemente, da digestibilidade reduzida de aminoácidos. Como resultado, a cor se tornou um fator de avaliação de qualidade para alguns compradores de coprodutos de etanol. No entanto, um coproduto com cor mais escura muitas vezes não indica a digestibilidade reduzida de aminoácidos para aves e suínos, pois a produção moderna de coprodutos e as tecnologias de secagem minimizam os danos causados pelo calor. Muitos fatores influenciam na cor dos coprodutos e, em alguns casos, coprodutos com coloração mais escura na verdade aumentam o valor nutricional. Portanto, outras medidas utilizadas em laboratórios comerciais que definem a qualidade nutricional devem ser utilizadas como uma forma mais precisa de avaliação do valor nutricional.
Não. O processo de destilação utilizado em usinas de etanol é muito completo, e como o álcool é muito volátil (evapora facilmente), qualquer álcool restante é perdido durante o processo de secagem usado para produzir os coprodutos da FS.


FS Bioenergia nas redes sociais
© 2017 | Todos os direitos reservados